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Aprender e ensinar no campo: professores compartilham vivências do PARFOR de Licenciatura do Campo da UNEB

  • Foto do escritor: Ecoa Rural
    Ecoa Rural
  • 21 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

A graduação em Licenciatura em Educação do Campo garante que professores, egressos de Escolas Família Agrícola e outros trabalhadores da educação possam se qualificar e contribuir em suas comunidades, ampliando a oferta de uma educação contextualizada para os estudantes do campo.


Foto: arquivo da Associação Comunitária mantedora da EFAS
Foto: arquivo da Associação Comunitária mantedora da EFAS

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB), por meio do Departamento de Ciências Humanas III, oferta na Escola Família Agrícola de Sobradinho (BA) o curso de Licenciatura em Educação do Campo, dentro do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR). A proposta é formar profissionais preparados para atuar no campo, a partir de um currículo contextualizado que respeite as realidades e pluralidades das comunidades.


Jorge Pacheco de 37 anos, atua há quase sete anos na Escola Dom Pedro I, na comunidade de Aldeia, município de Sento Sé (BA). Licenciado em Matemática e Pedagogia, ele integra o quadro efetivo de coordenadores pedagógicos. E decidiu ingressar em uma terceira graduação, a Educação do Campo, para fortalecer sua formação e contribuir ainda mais com a escola em que atua.


“Faço parte de uma escola no campo e não para o campo. Eu precisava viver a pedagogia da alternância, levar novos saberes para a comunidade e transformar isso em práticas educativas contextualizadas”, explica Pacheco.


Mesmo no primeiro semestre, ele já percebe impactos em seu trabalho. Um exemplo é a adoção da matriz formativa compartilhada com pais e familiares: “Na escola agrícola, os pais conseguem ver o conteúdo estudado em cada disciplina. Levei essa prática para a minha escola e percebi como isso fortalece o vínculo da família com a aprendizagem dos filhos”.


Histórias como a de Delma Ferreira de 39 anos, agente de disciplina no Colégio Municipal Basílio Ferreira Prima, em Remanso, também revelam o impacto do PARFOR. Moradora da comunidade rural Maravilha, a 55 km da sede, ela destaca como a implantação da educação infantil no campo transformou a rotina das famílias.


“É gratificante ver as mães arrumarem as crianças de três, quatro anos e elas chegarem com alegria à escola. O primeiro rabisco, a primeira letrinha, isso emociona não só os pais, mas a nós, profissionais também”, conta.


Convocada em 2021 para atuar na escola, Delma decidiu ingressar no curso de Educação do Campo. “Eu queria aprender mais para lidar com as crianças. Meu objetivo agora é concluir a graduação e retornar para a sala de aula como professora”, afirma.


Foto: Meiwa Magalhães
Foto: Meiwa Magalhães

A professora Francisca de Assis de Sá, carinhosamente chamada de professora Chica, destaca que essa graduação voltada às demandas do campo é fundamental. E reforça:


“O curso é importante para garantir uma educação de qualidade, feita com acolhimento e com base na realidade das comunidades.”


A política de formação é um caminho para assegurar o direito à educação contextualizada, que valoriza a vida no campo e cria condições para que crianças e jovens permaneçam aprendendo em suas comunidades, fortalecendo sua identidade e projetando um futuro possível.


Por Meiwa Magalhães

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